COMUNICAÇÃO DADA EM REUNIÃO PUBLICA EM 02-6-1934
Chegou o momento oportuno da
verdadeira reação, e como tem sido da velha Europa que têm partido certas
ideias que tanto têm influído nos novos, começa ali a fazer-se sentir uma
grande reação espiritual.
As desinteligências, os
descontentamentos, e desarmamentos proforma, provam evidentemente que não há
segurança entre as ideias humanas, nem se podem entender criaturas pensando de
diversas formas, traindo-se umas as outras, desejam apenas vanglorias, tronos e
riquezas.
É triste dizermos, mas é preciso
que digamos: a guerra entre os povos tem servido unicamente para cometer
desgraças, pois provem de crimes e misérias, mas faz-se necessária porque sem
ela a humanidade não compreende a vida, não raciocina, e só pode conseguir o
verdadeiro entendimento da mesma pelo sofrimento, pela dor, pela reação ao
despotismo, feudalismo, imperialismo.
Querer sangue nada adianta,
porque aqueles que derramam esse sangue são os mais inocentes, os que menos
compreensão têm das anormalidades, das ganâncias e despotismos humanos, mas
para que todos chegassem a uma conclusão, era necessário que os espíritos que
ainda vivem encarnados neste mundo de misérias, tivessem os esclarecimentos
espirituais precisos para compreenderem a vida e saberem vivê-la racionalmente,
cientificamente, com mais altruísmo desprendimento.
Digladiam-se, pois, porque são
ignorantes, porque não sabem conter-se, porque cheios de vaidade e
preconceitos, vivem eternamente descontentes.
Esse estado de coisas, essas
desinteligências, bem complicam mais a vida dos seres; dão sofrimento, aumentam
a crise, mas já que a humanidade assim quer, já que não quer acordar, estudar,
compreender que outra vida existe e que é preciso saber vivê-la dentro das leis
que regem a criação, que sofra as consequências dos seus transvios, porque há
de ser a dor que há de levar a raciocinar sobre essas coisas serias da vida.