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A Encarnação do Espírito - Por Luiz de Mattos

Limpeza Psíquica
O planeta Terra não é habitação permanente de nenhum espírito. É um mundo-escola, um laboratório depurador, uma oficina de aprendizagem, de trabalho, onde ele se instrui, se aperfeiçoa, se desenvolve em tempo mais ou menos longo e em ambiente adequado a produzir a sua evolução.

No espaço, os espíritos estão distribuídos em mundos próprios, por classes, de acordo com a evolução de cada um.

Os espíritos que evolucionam neste planeta pertencem às primeiras dezessete classes, separadas umas das outras, no espaço, na ordem da sua importância.

Ao encarnarem, porém, eles se misturam, intensamente, para a formação de povos de estrutura heterogênea, como convém a um mundo-escola. Os que sabem mais, os que dispõem de maior tirocínio, de maior lastro de experiência, ensinam aos que sabem menos aquilo que, por seu turno, aprenderam de outros. Exatamente por esse fato é que se vêem, com frequência, seres de espiritualidade bastante diferente em uma mesma família.

Para bem aprenderem as lições da vida, precisam as criaturas encontrar no seu semelhante qualidades e conhecimentos que ainda não possuem.

O espírito é imaterial. Material é o seu corpo astral, também conhecido como perispírito ou corpo anímico, composto de fluido quintessenciado – mas matéria – da mesma natureza da substância fluídica do mundo em que estagia no intervalo das encarnações.

Semelhantemente, o seu corpo carnal corresponde à matéria componente deste planeta. Quanto mais adiantados forem os mundos de estágio, mais diáfana é a matéria quintessenciada de que são compostos os corpos astrais.

Isso explica a razão de serem os corpos astrais – embora de substância idêntica – uns mais diáfanos do que outros.

Nenhum fato, nenhum acontecimento da vida humana pode ser ocultado aos planos espirituais. É que tudo o que pensamos ou fazemos produz movimentos vibratórios que se cruzam em todas as direções.

Por isso é que tão logo se opera uma fecundação, ela é imediatamente constatada nesses planos, e um espírito acorre a cumprir uma das mais importantes determinações das leis naturais – a reencarnação – dentre os que aguardam, sem temor ou relutância, a sua vez, compenetrados dos deveres que lhes cumprem.

Determinado a reencarnar, e identificada aquela que lhe vai servir de mãe, o espírito assiste e acompanha a formação do seu corpo físico durante a gestação, até completar a evolução fetal, quando dele toma posse inteira, absoluta, à natalidade, ficando unido, ligado ao mesmo por cordões fluídicos.

O corpo carnal em formação vai sendo envolvido, molécula a molécula, pelo corpo fluídico do espírito que sobre ele irradia, postado do lado de fora do corpo da gestante, até o momento de vir à luz, quando então dele se apossa, inteiramente.

Consumada a encarnação, passa a criatura a ser constituída de três corpos:

– Corpo mental (espírito)
– Corpo astral (matéria fluídica)
– Corpo carnal (matéria organizada composta)

Com essa constituição terá de exercer as suas funções terrenas e viver, distintamente, as duas vidas: a material e a espiritual.

O corpo mental, para o qual estão voltadas as atenções dos estudiosos, é o agente vivo e inteligente que governa os outros dois corpos – o astral e o material – sendo, portanto, responsável por todas as manifestações da vida.

A lei de transformação da matéria, a que estão sujeitos os dois últimos corpos, jamais o atinge. Eterno e imutável na sua essência, ele oferece, à medida que evolui, admiráveis demonstrações de potencialidade e valor.

O corpo astral é o liame, a ligadura entre os corpos mental e carnal. Ele está preso, partícula por partícula, ao corpo mental, em virtude da vibração permanente deste, e envolve todo o corpo carnal, ao qual está unido por cordões fluídicos.

Durante o sono, o espírito se afasta com o corpo astral (do qual não se aparta nunca), sem interromper, contudo, a união com o corpo carnal, ao qual continua a transmitir o calor e a vida através dos cordões fluídicos já mencionados.

Por maiores, mais extensas que sejam as distâncias que separem o espírito do seu instrumento corpóreo, jamais a ligação entre eles se interrompe, não só porque tal interrupção significaria a desencarnação, como pela natureza dos cordões fluídicos que se distendem sem limites.

Deste modo, somente após a desencarnação, os corpos mental e astral deixam definitivamente o carnal.

O corpo carnal é uma admirável máquina concebida pela Inteligência Universal para proporcionar ao maquinista – o espírito – os recursos, os elementos, os meios com os quais leva a efeito no planeta Terra um curso de aperfeiçoamento em múltiplas, em inumeráveis encarnações, indispensáveis à sua ascensão a ambiente de maior espiritualidade, num plano mais alto de evolução.

Toda ciência médica dele se ocupa, estudando-o em seus mínimos detalhes. E não é pequeno o número de cientistas que já admite serem as desordens do espírito – nas quais se incluem, com destaque, as perturbações emocionais – a causa de grande parte dos desarranjos físicos, formando todo um quadro de anormalidades e doenças cuja etiologia não constitui mais segredo para eles.
Definido por traços normais, o corpo carnal pode ser apresentado como uma perfeita e acabada peça escultural.

O espírito, quando encarna, isola-se do seu passado, esquecendo-se por completo das anteriores encarnações, apenas retendo em seu subconsciente a experiência das provas pelas quais passou e as tendências resultantes do uso que fez do livre-arbítrio.


Isso representa um grande bem para ele. Primeiro, porque a cortina da matéria, impedindo que se reconheçam desafetos de outras encarnações, possibilita a reconciliação destes, aproximando-os sem ressentimentos ou malquerenças. Segundo, sem a visão temporária dos erros do passado que tantas vezes humilham, envergonham e até subjugam, alienando a vontade, o espírito encarnado como que se inicia em uma nova existência, em cada passagem terrena.

Assim têm feito e continuam a fazer bilhões deles em sua trajetória por este mundo, numa longa série de encarnações.

Tudo quanto de bom adquiriu com esforço e trabalho conserva para sempre, e essa conquista, esses bens, esse patrimônio lhe prestam valiosa colaboração em cada encarnação, facilitando a aquisição de novos conhecimentos, de novas qualidades e de melhor apuração de seus atributos.

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Por Luiz de Mattos

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