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A mediunidade - Por Martinho de Mello Andrade

É comum encontrar pessoas vagando pelas ruas gesticulando, falando sozinhas, outras agressivas e perdidas em impropérios, acidentes inexplicáveis, enfim algumas pessoas em atitudes exageradamente imprudentes que colocam a família e a muitos em risco. Portanto, atitudes que denunciam o total desconhecimento sobre a mediunidade, assim ao observar esses fatos no dia a dia, nos cobram ainda mais, vigilância sobre nós mesmos e mais estudos sobre a espiritualidade.

A mediunidade é um dos inúmeros atributos do espírito, é faculdade inata a todos os espíritos encarnados. Ela desdobra-se em intuitiva, olfativa, clarividente, sensitiva, auditiva, vidente, psicofônica, psicográfica e de incorporação, com os seus fenômenos de materialização, desmaterialização, levitação e transporte, movidos pela força coesiva em diferentes sentidos.

Essa faculdade varia, como é óbvio, de pessoa para pessoa, atendendo a que cada um tem o seu temperamento, sistema nervoso, sentimento, sensibilidade e grau de evolução, pois que há no planeta Terra criaturas advindas de 17 classes, todas caminhando na sua estrada evolutiva, sendo umas mais ativas e outras mais passivas, nesse vaivém, rumo aos mundos cada vez mais avançados.

Essa ponte que estabelece a ligação entre os seres humanos e os mundos superiores são os médiuns, que, como intérpretes, nos trazem mensagens do além, tanto dos espíritos inferiores (espíritos quedados na atmosfera terrestre), quanto dos superiores, que dirigem, orientam e comandam as reuniões e/ou correntes fluídicas formadas nas Casas Racionalistas Cristãs.

Esses instrumentos mediúnicos, sob a orientação e disciplina das Forças Superiores, captam as sensações, idéias, imagens, sentimentos, que, interligados por sucessão de impulsos, se transformam em palavras, efetivando assim o intercâmbio entre o homem, como gênero humano, e os espíritos.
O médium, como instrumento das Forças Superiores, tem grande responsabilidade, devendo por esse fato procurar estar sempre em sintonia e em equilíbrio harmonioso com aquelas Forças do Bem, pensando sempre positivamente e "fazendo o que deve fazer e não fazer o que não deve fazer", pois que se torna um instrumento dulcíssimo para a intuição dos espíritos, que deverão ser sempre superiores.
A faculdade mediúnica é contemplada às criaturas pelas Forças Superiores, como uma compensação a fim de as remir dos desacertos cometidos em outras encarnações pelo uso inadequado dessa faculdade. Porém, essa faculdade não é fixa; poderá estar sujeita a intermitências e/ou a suspensões temporárias, consoante o médium fizer uso do seu livre-arbítrio.
Não é privilégio nem dom divino ser médium, nem deverá haver endeusamento dos médiuns; são instrumentos, sim, que recebem e transmitem mensagens dos espíritos aos encarnados.

O fato de ser médium não confere infalibilidade nenhuma, porém, como instrumento das Forças Superiores, conquista a cada momento a sua evolução: tem campo aberto para aumentar o seu acervo espiritual, e viver enquanto encarnado em paz e, quando do desenlace, galgar esferas superiores, objetivo principal da sua encarnação.

A mediunidade
Por Martinho de Mello Andrade
Escritor e estudioso Racionalista Cristão Cabo-Verdiano

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