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Formação da família – Por Olga Brandão Cordeiro de Almeida

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(Limpeza Psíquica)
A família bem organizada estabelece entre os seus membros relações de nível elevado. Revela-se pelo altruísmo, pela simpatia, por expansões que se harmonizam e associam intimamente. Abandona o “nós sempre fomos assim”, vive do presente para o futuro, não se deixando influenciar por preceitos e dogmas dos antepassados que lhe inibem a faculdade de raciocinar.

Os esposos dão valor aos filhos, a eles se dedicam, mas deles também recebem luz mais intensa porque, educando-os, aprendem a conhecer-se e aos outros. Devem-lhes, por isso, muito.

Ao arrolar as riquezas afetivas e morais que mutuamente se oferecem, descobrem as que vêm dos filhos. Essas são mais secretas. Exercendo com dignidade a função que lhes é destinada, tanto o pai como a mãe ajudam os filhos, auxiliando-os a conquistar a consciência de si próprios. Entre pais e filhos, a qualidade educadora daqueles se relaciona à qualidade do amor que os une.

Na família bem formada, cultiva-se o amor adulto: o que tem consciência do que os outros nos dão e não apenas do que lhe devemos dar; o que ama o próximo não como o havia imaginado, mas como é. A conquista, porém, de tão elevado pensar requer esforço e paciência, desmoronamento de amor próprio, desprendimento de egoísmo.
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A família bem formada, por ser esclarecida, não vive por instinto, mas, consciente e refletidamente. Enfrenta a vida com alegria e coragem; dá valor ao trabalho e não mede sacrifícios, para o bem-estar de seus componentes.

Por estarem tão desfigurados os autênticos valores educacionais recebidos no seio da família, é que a sociedade se encontra tão desorganizada. Tal situação se revela através da atitude dos adultos em relação não só à sociedade e à profissão, como à pátria e ao mundo. Sem o declararem abertamente, os indivíduos se conduzem com os que são de sua família com exigências egoístas e sectaristas.

Ambição, vaidade e egoísmo separam empregados e empregadores e ninguém se entende.

Quando há boa formação, o lar não se transforma numa arena onde se desenvolvem lutas para ver quem domina.

Os pais não confundem autoridade, despotismo nem covardia e sabem que dar uma ordem não implica em ser dócil aos acontecimentos e aos seres, mas decidir de acordo com pessoas e situações.

Compreendem também que ter autoridade não significa esmagar a personalidade daqueles por quem são responsáveis, mas, ao contrário, favorecer-lhes iniciativas e empreendimentos.

O homem esclarecido que constitui família sabe que, no lar, o outro será sempre o ponto para o qual devem convergir as atenções: ora a esposa, ora um dos filhos, mas ele será sempre o centro de todos. Compreende ainda que a estabilidade da família repousa no senso de responsabilidade do chefe. Mas, nem por isso intervém nas tarefas atribuídas à esposa.

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(Limpeza Psíquica)
Encarando a vida desse modo, os familiares formam um meio de companheirismo onde todos se auxiliam e se interessam mutuamente. Dissimulações, indiretas e queixumes não encontram guarida, pois cada um tem a visão intelectual do senso comum que acompanha a atitude corajosa das pessoas normais.

Abandonado o lado inútil da vida, haverá certamente progresso moral e material, saúde de corpo e espírito.

Reveses e sofrimentos não serão encarados como motivos de tristeza, mas como caminhos que conduzem à maturidade e sabedoria.

Formação da família
Por Olga Brandão Cordeiro de Almeida

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