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Além da Linha do Horizonte III – Enxergar no abstrato

Todos sabem pela aprendizagem que foram tendo ao longo dos anos e do estudo feito das obras da Doutrina Racionalista Cristã que a felicidade completa não existe, porém, querendo, todos têm o seu quinhão de felicidade. Basta, para isso, saber trabalhar e vencer os obstáculos que se lhes depararem pela frente.

Porém, há diversas maneiras de se ser feliz. Há diversos degraus de felicidade e nós podemos dizer que felizes daqueles que puderem encarar a felicidade por um prisma, talvez, quase inimaginável para muitos de vós.

Quando assim nos referimos, queremos dizer que feliz aquele que pode ver para além da “linha do horizonte”.

Sim companheiros! De muitas maneiras a vida pode ser vista. De muitas maneiras a vida pode ser vivida. Muitas vezes o cego é capaz de ver, não com a vista material, mas com a vista espiritual. Através do cheiro, através do sentido do tato, ele consegue ter uma imagem completa, ou quase completa, daquilo que está se passando.

Ora, sabeis também que desde os bancos da escola se habitua a analisar dois vocábulos de significados completamente opostos mas que, à luz do Racionalismo Cristão, podem ser vistos, pensados, analisados sob uma metodologia completamente diferente.

E esses dois conceitos são: o abstrato e o concreto. Concreto, aprende a criança que é tudo quanto pode apalpar, tudo quanto pode ver, sentir, portanto, ter conhecimento à vista daquilo que está a observar.

Abstrato é o que não se sente, ou que, aliás pode se sentir como o vento mas não se pode ver, não se pode apalpar, não se pode compreender da mesma maneira que algo concreto.

Porém, o verdadeiro espiritualista sabe que, através do espiritualismo, os quadros que podem ser vistos, não são abstratos, mas sim, concretos, verdadeiras obras de arte, e aí podem então pensar num quadro, por exemplo, de Picasso. Tanta gente observa e pouca consegue descobrir algo de importante, algo visível. É quase como no Racionalismo Cristão.

Vê-se a uma distância, aqueles que estão no começo da Doutrina, mais para além, conseguem ver melhor, já sob outro prisma, e há aqueles que por terem um grau de espiritualidade maior conseguem ver para além da “linha do horizonte”.

E então, essas visões, para eles, não são abstratas, são concretas?

Porque eles têm a certeza de que tudo isso existe e basta que todos trabalhem em prol da humanidade, que sejam desprendidos, que tenham vontade própria e aquela boa vontade de se desligarem da matéria para atingirem, quando for a hora própria, uma verdade espiritual mais elevada que puderem.

Lembrem-se do que foi dito aqui, pensem, analisem e reparem que há muito de concreto nestas palavras ditas com todo o carinho espiritual.

Além da Linha do Horizonte III – Enxergar no abstrato
Sophia de Mello Breyner

Fonte: Um Farol na Margem Sul do Tejo

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