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Modalidades Mediúnicas - Por Luiz de Mattos

Não há somente a mediunidade intuitiva, que é a mais comum. Outras existem, peculiares apenas a certos indivíduos, entre elas a de incorporação.

Denomina-se mediunidade de incorporação aquela em que a ação do espírito atuante é facilmente notada sobre o corpo físico do médium.



Se muitas das faculdades mediúnicas podem passar despercebidas, o mesmo não acontece com a de incorporação cuja observação a ninguém escapa, no momento da atuação.

Poderão dar-lhe outros nomes, atribuir-lhe outras causas para justificar o ignorado, mas a verdade é uma única e, mais cedo ou mais tarde, o reconhecimento da mediunidade de incorporação, como faculdade espiritual, terá de impor-se, pela sua evidência, como todas as coisas palpáveis do Planeta.

As modalidades mediúnicas mais comuns, que se observam neste mundo, são a intuitiva, a olfativa, a vidente, a auditiva, a psicográfica e a de incorporação, com os correspondentes fenômenos de desdobramento, de materialização, de levitação e de transporte.

A faculdade mediúnica varia, em suas manifestações, de indivíduo para indivíduo, de acordo com o seu temperamento, o sistema nervoso, o sentimento que o anima, a sensibilidade e o grau de evolução.

O médium de incorporação nem mesmo precisa se concentrar para receber a influência dos espíritos do astral inferior, pois a sua sensibilidade e o sistema nervoso estão de tal forma predispostos que lhe basta, para ser brutal ou brandamente atuado – conforme os sentimentos que animarem o obsessor atuante – a ação do pensamento.

Uma vez, entretanto, concentrado com o propósito de deixar-se atuar, a justaposição do espírito atuante ao seu corpo se fará com intensidade, sem que o instrumento mediúnico perca a consciência.

Esse espírito serve-se da mediunidade do instrumento de incorporação para exteriorizar o seu pensamento, deslocando-se, ligeiramente, o espírito do médium em concentração da posição normal para facilitar a captação dos pensamentos transmitidos.

A telepatia – conforme já se esclareceu no Capítulo 16 – Os Fenômenos Físicos e Psíquicos – é faculdade ainda não sensivelmente desenvolvida na espécie humana. Apesar disso, alguns espíritos encarnados já a possuem.

A mediunidade intuitiva está intimamente ligada à estrutura do embrionário órgão telepático, que é um reflexo da sensibilidade psíquica cujo desenvolvimento se irá, a seu tempo, denunciando.


Consequentemente, a mediunidade intuitiva, a de incorporação e as funções rudimentares do incipiente órgão telepático perfazem, em ações coordenadas e complementares, uma soma de três predicados espirituais cujo desenvolvimento, quando sob rigoroso controle, oferece os mais perfeitos resultados na captação de pensamentos de espíritos desencarnados ou não.


"Nas correntes fluídicas do Astral Superior os médiuns transmitem voluntariamente, de um modo geral, o que os espíritos lhes intuem. Como, porém, não perdem o controle de si mesmos, deixam de proferir as inconveniências acaso intuídas, quando atuados por obsesso." - Luiz de Mattos
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