O espírito é luz, é inteligência, é vida, é poder criador e realizador. Nele não há matéria em
nenhum dos seus estados. É, portanto, imaterial. Ele é indivisível, eterno, e evolui para o
aperfeiçoamento cada vez maior. Partícula individualizada, assim se conserva em
toda a trajetória que faz no processo da sua evolução.
— Luiz de Mattos – Fundador do Racionalismo Cristão

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Em busca do amor-perfeito

Para o espírito, quando encarnado, este mundo tem muitos atrativos, e ele sente ilusoriamente que a verdadeira vida está aqui...” Luiz de Mattos

Em um momento qualquer, numa estação de rádio qualquer, ouvimos uma canção qualquer que diz:
Amo você ... ficar ... fazer amor com você...,
que nos conduz a questionar o amor do autor para com sua amada ou amado.

Sentindo a sensualidade da letra, nos perguntamos: Compartilhar um momento de paixão pode ser considerado como o resultado da busca do amor-perfeito?
Na televisão, alguns comerciais ou intérpretes na ânsia do sucesso ou da inovação abusam da expressão corporal em gestos que sugerem a sensualidade explícita.

Nesse vai e vem de questionamentos, recordamos uma outra frase solta, “ninguém é perfeito”, o que nos leva a outra dúvida: se ninguém é perfeito, como poderão existir deleites de paixões, noites ou amores-perfeitos?

Saímos à procura de histórias, contos, músicas, fotografias, versos, livros, pessoas, amizades ou outras generalidades que nos conduzam ao entendimento do amor-perfeito. Como não encontramos uma resposta adequada, poder-se-ia dizer que a consciência do amor-perfeito não existe e sempre faltará algo a completar.

Tanto você, quanto nós, que nos acompanha nesta linha de pensamento, continuamos averiguando se existe o amor-perfeito? Desistir, jamais! Nossas mães sempre nos dizem que somos “os melhores filhos do mundo”, porém não é isto que desejamos ouvir. Reiniciamos nossa caçada em locais mais próximos, tais como: gavetas, prateleiras, antigas anotações em bordas de livros e apontamentos de velhos cadernos, e nada.

Abrimos nosso arquivo pessoal — nossa memória — tropeçamos com antigos questionamentos... Reexaminamos atitudes que nos obrigam a refletir, e entre elas notamos o quanto é difícil agradar a todos, pois, enquanto alguns nos estimam, outros poderão não sentir o mesmo.

Nossa “consciência” toma forma e começa a nos brindar fatos inesquecíveis: movimentos simples da vida, um bate-papo amistoso, pequenos gestos de cortesia, uma resposta que estava pendente, um simples sorriso, a alegria de servir, um aperto de mãos, a gargalhada gostosa de uma criança, a satisfação de dar e receber um agradecimento, o aceno de um velho conhecido, o abraço de quem nos aguarda em casa com um seja benvindo, enfim, reviver estes momentos faz com que nossos olhos tornem-se marejados.

Muito bem, retornamos a busca do amor-perfeito e para perpetuá-lo em nossa memória, temos que rever velhos conceitos e atitudes, como: tolerância; ameaças; aceitação; respeito; calma; serenidade; ouvir; praticar o bom humor; esclarecer; ajudar; nunca interferir na vida alheia; aceitar e não criticar; colocar-se no lugar dos outros; praticar a evolução e a igualdade entre pessoas.

O patrimônio do espírito é de extraordinária singeleza. O que mais o valoriza são as ações meritórias, os gestos de altruísmo e bondade, sentimentos próprios dos espíritos esclarecidos...” Luiz de Mattos

Começamos também a rever a relação de quem convive conosco: Como está o nosso nível de ajuda, participação e cooperação; quem está sobrecarregado? Somos solidários? Verdadeiros? Possuímos atitudes de respeito e amizade de um para com o outro? Respeitamos os espaços individuais? Temos sorrido, ou chorado juntos? Dividimos nossas confidências? Somos cúmplices? Participamos e defendemos nossos ideais juntos?

Já é noite — faltam poucos minutos para as 20:00 — após uma pausa natural, iniciamos a disciplina da limpeza psíquica e ao contato com as Forças Superiores percebemos claramente que o amor está no reino espiritual e, que o amor é felicidade.

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Sentimos nossos olhos marejarem... Sentimos a leveza de nossos pensamentos... Sentimos que nossas ansiedades se acalmam... O silêncio toma o seu lugar... Retornam novas ideias em forma de intuições... E uma vez mais, a vida nos ensina que a saúde da mente torna as criaturas felizes e, é na família que devemos aprimorar a consciência de exercitar o amor-perfeito, pois, sempre existirá muito para aprender, realizar, ajudar e compartilhar.

Em busca do amor-perfeito
Iolanda e Wilson Candeias

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