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Mãe deixe-me viver



Mãe deixe-me viver!
Mãe, a natureza me brindou esta nova encarnação,
Como espírito a identifiquei para estar com você!
Mãe, sou uma vida no seu ventre,
Matéria em formação, uma força em evolução,
Mãe o seu pensar é indigno e brota de você!

Mãe, ao som de minhas intuições,
Meus irmãos lhe cantaram uma canção,
Mãe, você nem sequer me dedicou uma irradiação,
Não sou um filho prodígio, uma beldade, ou um rebelde,
Mãe, sou apenas um espírito que precisa desta encarnação,

Mãe, dentro de mim há uma canção,
Que precisa ser lavrada e está sendo rejeitada,
Mãe, que lástima, não sinto um afago sequer,
Como é forte o sabor de sua rejeição,
Necessito sentir o amanhecer e o entardecer
Mãe como espírito busco a evolução,

Mãe te escolhi, não sinto mérito nos seus pensamentos,
Mãe sou vida no seu ventre — força e matéria em movimentos,
Mãe seus pensamentos são dúbios,
Mãe estais-me calando, começo a esmaecer,
Mãe estais-me desligando do seu ventre,
Mãe estais-me perdendo,
Mãe deixe-me viver!


“Nenhum fato, nenhum acontecimento da vida humana pode ser ocultado aos planos espirituais. É que tudo o que pensamos ou fazemos, produz movimentos vibratórios que se cruzam em todas as direções. Por isso é que tão logo se opera uma fecundação, ela é imediatamente constatada nesses planos, e um espírito acorre a cumprir uma das mais importantes determinações das leis naturais — a reencarnação — dentre os que aguardam, sem temor ou relutância, a sua vez, compenetrados dos deveres que lhes cumprem”. Fonte: Livro Base do Racionalismo Cristão.

Mãe deixe-me viver
Por Wilson Candeias

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